Oposição rejeita projeto de saneamento básico
Mesmo depois de um ano na Casa, a oposição rejeitou na noite de quinta-feira (9) o projeto de lei que trata do saneamento básico em Brusque. Os vereadores contrários ao gopverno Municipal argumentaram que a proposta não estava bem explicada, que faltou mais discussão e que a coleta do esgoto sanitário doméstico e das águas pluviais, além do tratamento, poderiam parar nas mãos da iniciativa privada. Os vereadores Alessandro Simas (PR), Dejair Machado (DEM) e Eduardo Hoffmann (PDT) fizeram os discursos mais incisivos pela rejeição da proposta.
Os vereadores nem chegaram a discutir o projeto em si, considerando que os pareceres elaborados pelas comissões do Legislativo, a maior parte presidida por integrantes da oposição, pedia a rejeição do mesmo.
Ademir Braz de Souza (PMDB) até que apelou aos demais vereadores para votarem a favor do projeto. Ele argumentou que a rejeição do mesmo fará com que Brusque perca recursos do governo Federal que seriam destinados ao setor. "Nós, vereadores, não podemos vir aqui buscar questões políticas, questões pontuais, e deixar de aprovar um projeto de tamanha envergadura",disse ele.
O líder do governo, Valmir Coelho Ludvig (PT), também seguiu na mesma linha, embora já tivesse a certeza de que a oposição não mudaria de posicionamento. Ele criticou o argumento utilizado por Simas, de que o projeto não teve ampla discussão. "Quando interessa ao outro lado, daí serve a opinião da comunidade. A comunidade está dizendo que quer o plano de saneamento (...). Se tinha essas sugestões todas, por que no dia então? Um ano, vereador", disse ele, em aparte ao discurso de Alessandro Simas.
Alessandro Simas (PR) até reconheceu que a proposta tem respaldo constitucional, mas apresentou uma série de argumentos para a rejeição. "Não podemos concordar de maneira alguma que essa Casa, através de projeto que estamos votando hoje, conceda a possibilidade de o município conceder à uma empresa o serviço de esgoto sanitário", frisou.
Dejair Machado (DEM) também utilizou o argumento de que o projeto pode levar a prefeitura a entregar a concessão do serviço de saneamento básico à iniciativa privada. Eduardo Hoffmann (PDT) disse que o projeto não foi amplamente discutido no mérito do mesmo. "Deixa várias dúvidas, que a gente tem. Nada impede que o projeto volte em outra oportunidade", declarou.
Votaram contra o projeto os vereadores Alessandro Simas (PR), Eduardo Hoffmann (PDT), Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT), Dejair Machado (DEM), Jonas Oscar Paegle (DEM) e Celso Carlos Emydio da Silva (DEM). Votaram a favor Valmir Ludvig (PT), Edson Muller (PP) e Ademir Braz de Sousa (PMDB).


